Angra 3 - Coleção de erros
Caros Amigos,
Onde tem fumaça tem fogo!!!
Este texto é transcrito do link:
http://www.coladaweb.com/fisica/prog2.htm
"Coleção de erros
O programa nuclear brasileiro coleciona atrasos, multas, juros e erros como as fundações mal calculadas de Itaorna que, afinal, quer dizer “pedra mole” em Tupi. “Angra 2 é um desses casos além do ponto de não-retorno”, diz o ex-ministro do Meio Ambiente, José Goldemberg. “Desistir significa assumir um prejuízo maior do que o necessário para concluir”. Essa também é a opinião de Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): “Apesar do desperdício monstruoso de dinheiro, concluir Angra 2 tem alguma racionalidade.”
Mas, se serve para Angra 2, o raciocíno não serve para Angra 3 que a Eletrobrás também pretende construir em Itaorna, sob o argumento de que 40% dos equipamentos já foram comprados. “Eles que vendam tudo para o Irã ou a Índia”, aconselha Goldemberg. “Angra 3 é um absurdo”, concorda Pinguelli. “Não tem justificativa energética. São os alemães que estão pressionando o Brasil para comprar a mercadoria.”
Nesses vinte anos de más experiências, a maior conquista foi feita pelo Centro Experimental de Aramar, da Marinha, em Iperó (SP), que desenvolveu um método próprio de enriquecimento de urânio em ultracentrífugas. Com isso, garantiu o abastecimento dos reatores e livrou o país do método alemão de enriquecimento por jet nozzle, que, na verdade, nunca funcionou. Em 1990, o Brasil dispunha de 10 562 profissionais na área nuclear. Hoje tem 8 275. “Reina desânimo e desmotivação”, diz o professor de Energia Nuclear José Carlos Borges, da UFRJ. Questões tecnológicas importantes, como a do lixo radioativo, permanecem abertas. Até o direito básico da população de Angra à segurança está mal resolvido ou pelo menos mal explicado. Para os críticos, o Plano de Evacuação da cidade em caso de acidente é uma ficção. Tem tudo para dar errado. "
Desta vez estamos diante de constatações embasadas tecnicamente.
Os argumentos acima dão prova de que além de ser um atentado de impácto sócio-ambiental, uma total falta de bom senso por colocar em risco a vida de milhões de seres humanos. E o próprio território que seria inutilizado, no caso de um acidente com as proporções de Chernobil lá a área inutilizada equivale a um Portugal e meio.
Foi pior que as Bombas da Segunda Grande Guerra que dizimaram menos pessoas.
Onde tem fumaça tem fogo!!!
Este texto é transcrito do link:
http://www.coladaweb.com/fisica/prog2.htm
"Coleção de erros
O programa nuclear brasileiro coleciona atrasos, multas, juros e erros como as fundações mal calculadas de Itaorna que, afinal, quer dizer “pedra mole” em Tupi. “Angra 2 é um desses casos além do ponto de não-retorno”, diz o ex-ministro do Meio Ambiente, José Goldemberg. “Desistir significa assumir um prejuízo maior do que o necessário para concluir”. Essa também é a opinião de Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): “Apesar do desperdício monstruoso de dinheiro, concluir Angra 2 tem alguma racionalidade.”
Mas, se serve para Angra 2, o raciocíno não serve para Angra 3 que a Eletrobrás também pretende construir em Itaorna, sob o argumento de que 40% dos equipamentos já foram comprados. “Eles que vendam tudo para o Irã ou a Índia”, aconselha Goldemberg. “Angra 3 é um absurdo”, concorda Pinguelli. “Não tem justificativa energética. São os alemães que estão pressionando o Brasil para comprar a mercadoria.”
Nesses vinte anos de más experiências, a maior conquista foi feita pelo Centro Experimental de Aramar, da Marinha, em Iperó (SP), que desenvolveu um método próprio de enriquecimento de urânio em ultracentrífugas. Com isso, garantiu o abastecimento dos reatores e livrou o país do método alemão de enriquecimento por jet nozzle, que, na verdade, nunca funcionou. Em 1990, o Brasil dispunha de 10 562 profissionais na área nuclear. Hoje tem 8 275. “Reina desânimo e desmotivação”, diz o professor de Energia Nuclear José Carlos Borges, da UFRJ. Questões tecnológicas importantes, como a do lixo radioativo, permanecem abertas. Até o direito básico da população de Angra à segurança está mal resolvido ou pelo menos mal explicado. Para os críticos, o Plano de Evacuação da cidade em caso de acidente é uma ficção. Tem tudo para dar errado. "
Desta vez estamos diante de constatações embasadas tecnicamente.
Os argumentos acima dão prova de que além de ser um atentado de impácto sócio-ambiental, uma total falta de bom senso por colocar em risco a vida de milhões de seres humanos. E o próprio território que seria inutilizado, no caso de um acidente com as proporções de Chernobil lá a área inutilizada equivale a um Portugal e meio.
Foi pior que as Bombas da Segunda Grande Guerra que dizimaram menos pessoas.
Comentários